São Tomé - Com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, inaugurou solenemente na noite de ontem a quinta reunião dos oito presidentes de Estado e de governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
''Iniciamos a quinta conferência dos chefes de Estado e de governo da CPLP'', declarou Menezes. ''Esta é uma etapa suplementar no longo caminho que resolvemos percorrer juntos para reforçar a cooperação, a solidariedade e a amizade entre as nossas nações'', prosseguiu o presidente são-tomense.
Além de Menezes e Lula, os seis outros países membros da CPLP foram representados pelos presidentes portugueses Jorge Sampaio, moçambicano Joachim Chissano, da Guiné-Bissau Henrique Rosaet, e do Timor Leste Xanana Gusmão, assim como pelos primeiros-ministros de Cabo Verde José Maria Neves, e angolano Fernando da Piedade Dias dos Santos.
O presidente Lula foi o mais ativo ontem, multiplicando as reuniões com os dirigentes presentes. Recebido na manhã de ontem por seu colega são-tomense, Lula foi aplaudido por centenas de populares durante o percurso que o levou até o centro da capital, São Tomé. À tarde, o presidente brasileiro se encontrou sucessivamente com Menezes e com Sampaio.
Depois de um banquete promovido na noite desta segunda-feira, os chefes de Estado e de governo começarão realmente a trabalhar hoje, com o objetivo de elaborar e concluir uma série de recomendações e acordos.
Também deverá ser publicada uma declaração sobre ''a sociedade de informação como contribuição à boa governança e à transparência'', o tema desta conferência.
Este tema não foi bem recebido por alguns dirigentes políticos são-tomenses, que recordaram que a boa governança e a transparência não se aplicavam necessariamente a todas as nações presentes, principalmente à Guiné-Equatorial, cujo presidente, Teodoro Obiang Nguema, convidado pessoalmente por Menezes, participou da cerimônia de abertura oficial.
Os países membros da CPLP devem concordar em estabelecer um levantamento positivo dos dois anos de mandato do secretário executivo da CPLP, o moçambicano Zeferino de Martins, principalmente no âmbito diplomático.
De fato, a CPLP ajudou a resolver as crises em São Tomé e Príncipe durante a tentativa de golpe de Estado de julho de 2003, no Timor Leste ao incentivar as Nações Unidas a prolongar sua presença no país, e na Guiné-Bissau depois do golpe de Estado de setembro de 2003.

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