Países da UE criticam atitude do Irã
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de março de 2005
France Presse 
Viena - Três países da União Européia, Alemanha, França e Grã-Bretanha, reclamaram ontem mais transparência do Irã sobre seu programa nuclear, em uma declaração conjunta ante o conselho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Como os Estados Unidos, mas com um tom menos abrupto, os três países que participaram nas negociações para que o Irã detenha o enriquecimento de urânio, se mostraram muito críticos.
A declaração dos três países, lida pelo embaixador britânico Robin Wright, critica principalmente a negativa do Irã quanto à volta dos inspetores da ONU às instalações militares de Parchin, a 30 km de Teerã. O diretor da AIEA, Mohamed ElBaradei, por sua vez, também pediu ontem ''mais transparência'' aos iranianos para explicar seu programa nuclear, afirmando que ''a bola agora está no campo'' de Teerã.
''É necessário que o Irã vá mais além das garantias exigidas pelo Tratado de Não-Proliferação e por seu protocolo adicional, especialmente devido à natureza passada do programa iraniano (...) que foi clandestino'', declarou ElBaradei a um grupo de jornalistas.
O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) fez esta declaração em resposta a uma pergunta sobre a recusa do Irã em aceitar a volta dos inspetores à instalação militar de Parchin, o que não é uma obrigação legal para Teerã. ''Eu pediria três coisas aos iranianos: transparência, transparência e ainda mais transparência'' para poder arquivar o caso iraniano na AIEA.
ElBaradei mencionou, no entanto, progressos no conhecimentos das atividades do Irã. Também disse estar trabalhando bem com o Paquistão, um país suspeito de ter oferecido tecnologia nuclear a outros Estados, inclusive o Irã.


