São Paulo - Estados Unidos, Ucrânia, Rússia e a União Europeia (UE) chegaram a um acordo ontem para o desarmamento de todos os grupos ilegais na Ucrânia e a anistia para quem participou de distúrbios no país, anunciou o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. Foi a primeira reunião entre as quatro partes para resolver a crise ucraniana, que começou em novembro, com protestos contra o governo pró-russo de Viktor Yanukovich.
Lavrov indicou durante uma entrevista coletiva que este acordo prevê também a desocupação de todos os prédios públicos tomados por grupos armados em diversas localidades do leste da Ucrânia.
Há duas semanas, manifestantes pró-Rússia começaram a ocupar prédios públicos em três Províncias do leste do país, região de maioria étnica russa.
Enquanto alguns manifestantes chegaram a declarar a independência da Ucrânia que agora é governada por aliados da Europa, após a queda de Yanukovich em fevereiro, a demanda tem sido, em geral, a federalização do país.
Na última terça, a Ucrânia lançou uma operação do Exército para desfazer as ocupações. Nesta quinta, pelo menos três pessoas morreram durante um ataque a uma base da Guarda Nacional em Mariupol, na Província de Donetsk, segundo o governo ucraniano. Ontem, os Estados Unidos anunciaram que vão enviar ao Exército ucraniano suplementos não letais, como medicamentos e colchonetes.
Entre os materiais que Washington enviará ao Serviço de Guarda de Fronteira da Ucrânia estão capacetes, tendas, equipamentos de purificação de água e geradores elétricos.
A Ucrânia aceitou submeter-se à jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI) pelos supostos crimes cometidos durante a repressão das manifestações contra o presidente Viktor Yanukovich, informou a alta corte.
"O secretário do TPI recebeu uma declaração depositada pela Ucrânia que aceita a competência do TPI por crimes que teriam sido cometidos em seu território de 21 de novembro de 2013, início dos protestos contra Yanucovich, a 22 de fevereiro de 2014 -data de sua queda", indicou a corte em comunicado.
"A aceitação da competência do TPI não desencadeia automaticamente uma investigação. Agora cabe ao procurador do TPI decidir se pedirá ou não autorização dos juízes para abrir uma investigação", acrescentou.

mockup