Brasília - Oito anos depois da Conferência de Durban, na África do Sul, que definiu uma agenda global antidiscriminação, a Organização das Nações Unidas (ONU) vai avaliar o andamento do acordo. De hoje a sexta-feira, dia 24, a sede da organização em Genebra (Suíça) vai ser o palco para a prestação de contas sobre as políticas de combate ao racismo, discriminação, xenofobia e outras formas de intolerâncias que os países se comprometeram a tomar.
Chamada de Conferência de Revisão de Durban, o encontro deverá acertar mecanismos para garantir e ampliar as determinações acordadas em 2001. Essa reunião deve pressionar por ações mais práticas. Os Estados têm que dizer o que fizeram e, se não fizeram, o que vão fazer, e como pretendem fazer. Espera-se que os governos reconheçam sua limitada ação contra o racismo. Ele ainda persiste nos corações e nas mentes tanto de governantes como de governados, por isso as vítimas continuam sofrendo a pressão da discriminação, apontou o diretor-executivo da ONG Ágere Cooperação em Advocacy e secretário nacional de ações com a sociedade e o governo da Comunidade Baháí, Iradj Roberto Eghrari, nomeado relator da Conferência da ONU.
Além da questão racial, a revisão vai abordar questões como religião e liberdade de expressão, temas de difícil consenso entre nações árabes e países europeus. Durante a última semana, a costura de acordos para elaboração do texto base da conferência levantou impasses como a inclusão do holocausto como um dos episódios que nunca deve ser esquecido pela humanidade, ao lado do tráfico de escravos, do apartheid e dos colonialismos, por exemplo.

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