Arquivo FolhaA proibição de minas foi uma das campanhas a que se dedicou a princesa DianaMais de cem países se reunirão de amanhã a quarta-feira, em Ottawa, para assinar o tratado de proibição de minas antipessoais e preparar um plano de limpeza de terrenos minados e ajuda às vítimas destas armas, que matam ou ferem uma pessoa a cada 22 minutos.
O texto, chamado oficialmente de ‘‘Convenção sobre a proibição do emprego, armazenamento e transporte de minas antipessoais e, sobretudo, sua destruição’’, foi preparado em setembro passado, em Oslo, por 89 países. Cento e cinco o assinarão em Ottawa e outros 30 - entre eles os principais produtores: Estados Unidos, China e Rússia - só assistirão como observadores.
O chamado ‘‘processo de Ottawa’’, foi posto em andamento em maio de 1996, depois da Conferência de Desarmamento em Genebra, na qual se negociou um ‘‘consenso mínimo’’ sobre a redução do uso das minas antipessoais. Alguns participantes, preocupados com o problema, decidiram reunir-se para dar mais um passo à frente e proibir as minas completamente.
A primeira reunião foi realizada em outubro de 1996 em Ottawa, onde 50 países se comprometeram a redigir um tratado.
Os países signatários prometerão, na próxima semana, proibir o uso, produção, transporte e armazenamento das minas antipessoais, destruir os depósitos em um prazo de quatro anos a partir da entrada em vigor da convenção, bem como limpar os campos minados em 10 anos e cooperar em um sistema de vigilância.
Depois da reunião em Ottawa, o texto ficará aberto para a assinatura de outros países. A convenção foi preparada com a ajuda das Nações Unidas.
Paralelamente à cerimônia de assinatura, será celebrado um Fórum de Ação contra as Minas, que estudará como conseguir com que todos os países assinem a convenção e como conceber e realizar a limpeza dos campos minados em todo o mundo, além de ajudar às vítimas das minas.
A conferência será inaugurada pelo primeiro-ministro canadense, Jean Chrétien, e presidida pelo promotor desta convenção, o ministro canadense das Relações Exteriores, Lloyd Axworthy.
Tomarão a palavra o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Cornelio Sommaruga, e a coordenadora da Campanha Internacional para a proibição das minas antipessoais Jody Willians, prêmio Nobel da paz 1997.

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