Técnicos de 14 países árabes concordaram ontem em Damasco com a reativação do boicote direto a Israel, mas não chegaram a um entendimento sobre a questão do boicote indireto, que afeta empresas de terceiros países que negociam com Israel, informaram os delegados.
Os países participantes proclamaram ‘‘a determinação de reativar o boicote a Israel, o que representa uma forma de resistência pacífica para frear o impulso da máquina de guerra israelense’’, segundo o comunicado publicado ao final da reunião, que começou domingo na capital síria.
O comissário-geral da Secretaria Árabe de Boicote a Israel (OBI), o sírio Ahmed Jazaa, que leu o comunicado, acrescentou que o órgão realizará no próximo 7 de outubro uma reunião com os dirigentes encarregados de zelar pelo boicote na maioria dos países árabes, a primeira desde abril de 1993.
Jazaa acrescentou que foram adotadas ‘‘recomendações’’ precisas que serão transmitidas ao secretário da Liga Árabe, no Cairo, mas não quis revelar o teor dessas propostas. ‘‘As recomendações não serão publicadas’’, disse.
Segundo um delegado que pediu para não ter o nome divulgado, os participantes se puseram de acordo sobre a necessidade de reabrir os escritórios de boicote nos 22 países membros da Liga Árabe, e sobre o princípio de proibir qualquer transação com as empresas israelenses, diretamente ou através de outros países.

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