País submerso em onda de violência
A explosão aconteceu num local aparentemente próximo da casa do ex-presidente falangista Amin Gemayel, cujo filho, o então ministro da Indústria Pierre Gemayel, foi morto a tiros em 21 de novembro de 2006.
No mês de junho, outro deputado cristão, Walid Eido, morreu em mais um atentado com carro-bomba, que matou outras nove pessoas.
Desde a morte de Hariri, cujo assassinato foi atribuído à Síria e obrigou o governo sírio a retirar suas tropas do Líbano, o país vive submerso numa implacável onda de violência.
A crise política libanesa se agravou quando as forças pró-sírias opositoras, lideradas pelo movimento xiita Hezbolá, retiraram seis ministros do governo, em novembro passado.
No próximo dia 25, o parlamento libanês deve se reunir em sessão solene para eleger um sucessor do presidente pró-sírio, Emil Lahud, num momento de grave crise política.
Segundo analistas, um fracasso político para eleger um candidato presidencial por consenso na próxima semana poderá provocar um vazio de poder e até a proclamação de dois governos, uma perigosa situação que lembra os anos da guerra civil que sangrou o país entre 1975 e 1990.
O porta-voz de Segurança Nacional na Casa Branca, Gordon Johndroe, disse que ''os Estados Unidos rechaçam nos mais duros termos este ataque, e continuaremos apoiando àqueles no Líbano que lutam por um país livre e democrático''.
A Casa Branca também denunciou a existência de uma ''constante'' nos atentados contra políticos libaneses desde outubro de 2004.
O atentado foi condenado ainda pelo Conselho de Segurança da ONU, que o qualificou como ''nova tentativa de desestabilizar o Líbano''.(F.P.)





