São Paulo – A viagem do presidente Fernando Henrique Cardoso
e de diversos políticos para acompanhar a cerimônia de canonização de madre Paulina no Vaticano e a proximidade das eleições deixou o país sob o comando do Poder Judiciário.
Além da Presidência da República, que está sendo ocupada interinamente pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio Mello, os governos de São Paulo, Santa Catarina e Alagoas também ficam sob o comando dos presidentes dos respectivos Tribunais de Justiça.
Apesar de o chefe do Executivo poder disputar a reeleição no cargo, a legislação impede a candidatura de quem o substituir durante os seis meses que antecedem a eleição. A norma provocou uma debandada do país de sucessores, deixando o chefe do Judiciário, normalmente o terceiro ou quarto na linha sucessória, na chefia do governos.
O presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG) fez em abril uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando a inelegibilidade do substituto do presidente e a possibilidade de o substituto natural apenas comunicar seu desejo de não assumir o governo. Como a questão ainda não foi respondida pelos ministros do tribunal, a escolha mais segura é deixar o País.

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