São Paulo - O Japão receberá na próxima semana duas das três maiores bombas de cimento do mundo. Elas serão usadas para jogar água e, possivelmente, cimento sobre os reatores que tiveram vazamentos de radiação na usina Fukushima 1.
As bombas foram fabricadas pela empresa alemã Putzmeister, a mesma que trabalhou na construção do sarcófago de concreto que isolou o reator 4 da usina de Tchernobil após o acidente nuclear de 1986.
Segundo Kelly Blickle, porta-voz da empresa, as bombas, montadas sobre caminhões de 80 toneladas, são capazes de lançar água ou concreto de uma altura de até 70 metros - por meio de braço flexível.
Segundo Aquilino Senra, professor de engenharia nuclear da Coppe-UFRJ, inevitavelmente o Japão terá que construir sarcófagos para isolar a radiação dos reatores acidentados. Ele explicou que quando uma usina nuclear completa sua vida útil, de até 60 anos, pode ser desmontada e a área pode ser usada até para a construção de moradias. Mas, como houve derretimento dos núcleos, isso será impossível em Fukushima 1.
Buscas
Cerca de 24 mil militares japoneses e americanos farão uma busca de três dias por corpos nas áreas atingidas pelo tsunami. Até o momento, 15.540 pessoas eram consideradas desaparecidas e 11.800 foram achadas mortas.

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