Ney de SouzaOs pais Gládys Bernal de Díaz e Mario Díaz, pais de Henry Bernal Díaz, morto na PraçaPais mostram
dor, emoção
e esperança
A enfermeira Gládys Bernal de Díaz, de 42 anos, e seu marido, o desempregado Mario Díaz, de 53, esperam que a morte de um de seus seis filhos tenha servido para consolidar a democracia no Paraguai. Henry Romil Bernal Díaz, de 20 anos, morreu na última terça-feira, depois de ter sido ferido com um tiro no peito, no sábado anterior. O casal voltou à praça, para prestar homenagem ao filho e aos demais que morreram ali. Não conseguiam conter a emoção mas, como disse a mãe, Gládys, ela espera que o sacrifício dos jovens não tenha sido em vão.
Leia a entrevista concedida pelo casal à Folha, em sua volta à praça:
Folha - Por que o Henry estava na praça no momento dos tiros?
Gládys - Desde terça-feira (dia em que o vice-presidente, Luis María Arga¤a, foi assassinado) vínhamos à praça todos os dias. Mas vínhamos para cantar, não para guerrear. Não somos filiados a nenhum partido político.
Folha - O que o filho de vocês fazia?
Gládys - Ele trabalhava como empregado em uma empresa de engenharia e estudava informática.
Folha - Que sentimento vocês guardam desse episódio?
Gládys - Espero que não seja em vão e que os filhos de outras pessoas não precisem morrer também.
Mario - Estou orgulhoso de meu filho. Ele morreu pela democracia.

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