São Paulo - Para piorar a crise, o governo japonês alertou sobre o risco de um possível grande blecaute hoje na região de Tóquio em decorrência dos problemas de provisão elétrica causados pelo terremoto seguido de tsunami. Por isso, foi pedido que as operadoras de trem da área de Tóquio suspendam o serviço na parte da tarde e que as empresas reduzam o consumo, segundo o ministro da Indústria japonês, Banri Kaieda, citado pela agência local Kyodo.
A situação se complicou ainda mais com o aumento do consumo de eletricidade devido à forte queda das temperaturas desde a noite de ontem, o que gerou o temor de que a demanda de energia supere a oferta.
O panorama fez com que duas operadoras de eletricidade japonesas passassem a fazer cortes no abastecimento, com duração entre três e seis horas, em parte do território, além de pedir que os japoneses reduzam o consumo, embora prejudique este esforço.
Há quatro dias, cortes de luz estão ocorrendo na região de Kanto, na qual se encontra Tóquio, para tentar impedir grandes blecautes. A área metropolitana de Tóquio é habitada por mais de 30 milhões de pessoas, que utilizam os trens para chegar a seus locais de trabalho, mas, desde a crise gerada pelo terremoto, muitas pessoas optaram por trabalhar de casa.
Cerca de dez milhões de lares serão afetados ontem pelos planos de cortes de energia da Tepco, segundo a agência local Kyodo. O balanço oficial do terremoto e tsunami, seis dias depois da catástrofe, chegou a 5.178 mortos e 8.606 desaparecidos. No entanto, apenas na cidade de Ishinomaki, o número de desaparecidos alcança 10 mil pessoas, segundo autoridades locais.
O número de feridos é de 2.285, enquanto mais de 88 mil casas e edifícios foram destruídos, total ou parcialmente. As autoridades japonesas também precisam enfrentar a crescente impaciência dos cerca de 500 mil desabrigados, ante a escassez de água potável e alimentos, apesar da mobilização sem precedentes de 80 mil soldados, policiais e socorristas.(Folhapress)

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