Juan Miguel González pediu ontem a seus parentes de Miami que encerrem a batalha judicial para manter Elián, seu filho de seis anos, nos Estados Unidos e permitam que pai e filho possam, ‘‘finalmente, voltar juntos para casa’’ em Cuba.
Expressando sua opinião horas depois de a 11ª Corte Federal de Apelações decidir em seu favor na batalha de seis meses pela custódia, González disse: ‘‘Uma criança precisa simplesmente estar com seus pais, sempre com seus pais. Como pai, devo falar em defesa de meu filho.’’
Seu advogado, Gregory Craig, foi mais direto. ‘‘Agora é o momento de encerrar esse capítulo da vida de Elián e deixar sua família ir em paz.’’
Ele lembrou que os parentes de Miami que cuidaram de Elián depois de ele ser resgatado no Oceano Atlântico dizem amar o garoto e se preocupam com seu bem-estar. ‘‘Seu amor e sua preocupação seriam melhor demonstrados hoje se eles parassem essa disputa judicial’’, sugeriu. Ele pediu a eles que aceitem a determinação da corte ‘‘com boa vontade e dignidade’’.
Em sua decisão, o painel de três juízes julgou que a decisão do Serviço de Imigração e Naturalização (INS, por sua sigla em inglês) de que apenas um pai pode agir por uma criança de seis anos em questões de imigração ‘‘estava dentro dos limites das escolhas razoáveis’’.
De acordo com o painel, este raciocínio seria válido mesmo que o pai estivesse em outro país e seu filho nos Estados Unidos. Os parentes de Miami têm 14 dias para apelar.
A secretária da Justiça dos EUA, Janet Reno, recebeu a notícia com satisfação. Segundo ela, a ordem do INS que impede Elián de deixar os Estados Unidos continuará em vigor enquanto a corte estiver formalmente ativa.
‘‘Elián continua sob custódia de seu pai. Mas ele e sua família não deixarão os Estados Unidos imediatamente’’, esclareceu Reno.

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