Pai ameaçava matar com gás filha presa em porão
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quinta-feira, 01 de maio de 2008
Folhapress 
São Paulo- Josef Fritzl, 73, o engenheiro austríaco que manteve a filha Elisabeth como refém sexual no porão de casa por 24 anos e teve com ela sete filhos, ameaçava matá-la com gás tóxico caso tentasse fugir, afirmou ontem a polícia austríaca.
Os investigadores verificam se ele instalou de fato algum mecanismo para envenenar com gás a família prisioneira, como afirmara em depoimento inicial. Fritzl agora mantém silêncio, seguindo orientação de seus advogados.
Três das sete crianças nascidas do incesto passaram a vida inteira no subsolo. Uma morreu ainda recém-nascida e três eram criadas pelos avós -o pai-avô as levou, bebês, para a casa da família, simulando abandono por Elisabeth.
Trancafiada desde os 18 anos, ela fora obrigada a escrever para a mãe dizendo que havia entrado para uma seita e pedindo para não ser procurada.
No ano passado, uma carta de Elisabeth à mãe dizia que ela pretendia voltar para casa, mas que ainda não era ''possível''. Para a polícia, este é um indício de que o engenheiro planejava a libertação dos reféns, soltos após a internação da primogênita dele e da filha, Kerstin, 19, na semana passada. Diante de um quadro grave, os médicos do hospital para onde Fritzl levou a jovem indagaram a origem e o histórico clínico dela, e o segredo foi revelado.


