Nova York Pelo menos dez pacifistas, de um grupo de quase 200, foram presos, ontem, diante da sede das Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, quando protestavam contra a possibilidade de uma guerra no Iraque.
Policiais informaram à AFP que entre 10 e 15 pessoas foram detidas durante o protesto por desobediência civil, enquanto Eric Laursen, da organização ''Não ao sangue por petróleo'', afirmou que 20 manifestantes foram presos.
Enquanto os chefe dos inspetores da ONU no Iraque, Hans Blix, e o diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, apresentavam o relatório sobre os primeiros 60 dias de inspeções no Iraque ao Conselho de Segurança, os manifestantes ultrapassaram o cordão policial e chegaram à avenida diante da ONU com um cartaz com a frase ''No war against Iraq'' (Não à guerra no Iraque). Logo depois eles foram detidos.
''Não importa o que os inspetores digam, não importa o que o Conselho de Segurança ou quem quer que seja das Nações Unidas diga, uma invasão ao Iraque seria uma guerra injusta, imoral e ilegítima'', declarou à AFP Miles Solay, da organização ''Não em nosso nome''.
Apesar do frio, os manifestantes exibiam cartazes com frases como ''Deixem os inspetores trabalhar''. Além disso, criticavam o presidente norte-americano George W.Bush: ''Queremos a paz, com ou sem você''.
As organizações que participaram do protesto também pediram à ONU que se livre de ''um país que a está usando como seu principal instrumento de política externa'', segundo afirmou Laursen.
Depois do rápido protesto, os manifestantes seguiram para a capela das Nações Unidas, anunciando um novo protesto.

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