Pacifistas abandonam Barak
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domingo, 04 de fevereiro de 2001
Charly Wegman France Press De Jerusalém 
Às vésperas das eleições em Israel, fica claro que os partidários da paz, que em 1999 levaram Ehud Barak ao poder acreditando que ele seria capaz de firmar um acordo definitivo com os palestinos, abandonaram o primeiro-ministro.
Os israelenses de esquerda estão se sentindo traídos; no lugar da terra prometida, têm uma terra queimada pela Intifada, afirmou à AFP o comentarista político do jornal Haaretz (esquerda), Daniel Bensimon.
Ele se apresentou como o substituto do prêmio Nobel da Paz, Isaac Rabin (assasinado em 1995), e prometeu tudo sem ceder nada, disse. Os simpatizantes de Barak receberam entretanto suas mudanças de planos, sua gestão solitária dos assuntos e sua arrogância, explica Bensimon.
Conseguiu cansar até os trabalhistas das pequenas cidades pobres, que nunca alcançaram a prosperidade, acrescentou.
O líder da extrema esquerda pacifista, Uri Avnery, pensa que Barak não foi suficientemente longe nas concessões aos palestinos. Fez exatamente o contrário do que se esperava dele e trouxe mais guerra, afirmou à AFP.


