Ansa
A tensão em Pec, no oeste de Kosovo, não diminui e repetidos episódios de violência complicam a atividade do contingente italiano da Kfor em um dos setores mais difíceis da região.
Depois de uma noite na qual se escutavam rajadas de metralhadoras enquanto passava uma coluna militar italiana, a explosão de uma granada deixou ontem um homem gravemente ferido. Depois se sucederam novos tiroteios, detenções, descoberta de armas e explosivos e tentativas de estupro.
A crescente violência incentiva o êxodo de sérvios depois que, nos últimos dias, muitos deles retornaram de Motenegro a Kosovo. A situação levou o ministro italiano de Defesa, Carlo Scognamiglio, a dizer que ‘‘do ponto de vista dos perigos aos quais nossas forças armadas estão expostas, é possível dizer que a questão está longe de ser resolvida’’.
O chefe da Igreja Ortodoxa montenegrina, Amphilochije, comentou desconsolado: ‘‘Tudo terminou. Havia um acordo para levar os sérvios de volta a Kosovo sob proteção e segurança. Aqui não há proteção: matam e roubam. Tudo terminou.’’
Ontem, a menos de 40 metros da sede do comando italiano, em pleno centro de Pec, um homem foi atingido por uma granada lançada do quarto andar de um edifício. O homem, um albanês, estava entre os que ‘‘assistiam’’ à partida de dezenas de sérvios que abandonavam a cidade a bordo de numerosos automóveis.
Nos acostamentos da estrada, muitos kosovares de etnia albanesa e alguns membros do Exército de Libertação de Kosovo (ELK) começaram a dar chutes nos automóveis, xingar e cuspir.
Na operação de segurança iniciada por militares italianos foram presos quatro albaneses surpreendidos no interior de uma casa enquanto violentavam uma mulher sérvia de 45 anos.

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