Assunção - Com um forte esquema de segurança armado no aeroporto internacional ''Silvio Pettirossi'' desde domingo, as autoridades paraguaias aguardam hoje a volta do líder opositor Lino Oviedo, que vai se entregar após cinco anos de exílio.
O polêmico político, presidente do Partido União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace), disse no Brasil, onde vive, que irá ao Paraguai para provar sua inocência. ''A única coisa que quero é provar minha inocência à comunidade nacional e internacional'', esclareceu, em entrevista ao canal americano de televisão CNN, na fronteira da cidade brasileira de Foz do Iguaçu, domingo.
Um porta-voz militar do presidente paraguaio, Nicanor Duarte, comunicou ao chefe da Polícia Nacional que Oviedo deve ser detido ao chegar ao aeroporto e levado à prisão militar de ViÀas Cué, nos arredores de Assunção. O general Porfirio Ramírez, presidente da Justiça Militar, argumentou que tem uma condenação de 10 anos contra Oviedo, emitida por uma corte marcial, que data de 9 de março de 1998 e que foi confirmada pela Suprema Corte.
Além da tentativa de golpe Estado em 1996, Oviedo é acusado pelo governo da morte do vice-presidente Luis ArgaÀa no atentado de 23 de março de 1999, assim como da morte de sete manifestantes na praça do Congresso, três dias mais tarde.
A defesa destaca que todas as acusações são resultado de uma ''implacável perseguição política para afastar Oviedo da Presidência do país'', posto que teria assumido, não tivesse sido condenado dois meses antes a 10 anos de prisão.
O presidente Duarte ordenou o isolamento do aeroporto internacional ''Silvio Pettirossi'' e a restrição do acesso a pessoas que não estejam acompanhando passageiros ao terminal aéreo.
Centenas de policiais uniformizados foram posicionados, dois em cada esquina, no centro de Assunção e nas principais avenidas que dão acesso ao aeroporto.

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