O general golpista paraguaio Lino César Oviedo, de 57 anos, preso em Brasília acusado de uso de documentos falsos e porte ilegal de armas, negou ontem em depoimento à Justiça Federal estar usando documento falso em nome de Emílio Franco Villarreal ao ser detido pela Polícia Federal no dia 11 de junho, em Foz do Iguaçu. Sem bigode, cabelo pintado e vestindo um colete à prova de balas, Oviedo chegou ao local acompanhado por cerca de 50 homens da Polícia Militar do DF e depôs por mais de uma hora. Até um helicóptero foi usado para fazer a segurança do militar. Uma cópia de seu depoimento será anexada ao pedido de extradição, que está sendo analisado pelo ministro Maurício Corrêa, do Supremo Tribunal Federal (STF). Oviedo disse ao juiz da 12ª Vara Federal de Brasília, Marcus Vinicius Reis Bastos, que a carteira de identidade de Villarreal encontrada em seu poder lhe foi entregue quando estava exilado na Argentina.

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