O general Lino Oviedo, preso em Brasília à espera de um processo de extradição pelo assassinato do vice-presidente paraguaio Luis María ArgaÀa anunciou que voltará ao Paraguai o mais rápido possível, qualquer que seja a sentença do Supremo Tribunal Federal do Brasil. ''Seja qual for a decisão vou voltar ao Paraguai'', sustentou o líder do influente movimento de União Nacional de Colorados Éticos (Unace) em declarações à rádio paraguaia 9.70 AM.
O STF resolveu transferir Oviedo de seu cárcere domiciliar para uma prisão da Polícia Federal enquanto espera a sentença de extradição que poderá ser divulgada iminentemente segundo seus advogados.
''Espero que meu caso seja resolvido imediatamente antes de 20 de dezembro'', expressou também o ex-militar em declarações ao jornal ABC de Assunção.
''De qualquer maneira vou voltar: encadeado, enjaulado. Se vão me fazer passear dentro de uma jaula pela (central) Rua Palma como prometeram, que se preparem. Estarei lá'', advertiu.
Oviedo foi detido em 11 de junho de 2000 em Foz de Iguaçu, na tripla fronteira Brasil, Paraguai e Argentina.
Na prisãoLino Oviedo voltou ontem à cela do 3º Batalhão da Polícia Militar brasileira que ocupou até julho passado, quando a Justiça lhe concedeu prisão domiciliar enquanto tramitava seu pedido de asilo. A transferência de Oviedo para sua cela da polícia, onde continua sendo o único recluso, deveu-se a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de quarta-feira que cancelou sua prisão domiciliar.

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