O polêmico general afastado Lino César Oviedo, candidato presidencial do partido governista Colorado, declarou ontem que a ordem de prisão disciplinar de 30 dias expedida contra ele é inconstitucional. Um dos advogados de Oviedo apresentou à Suprema Corte de Justiça do Paraguai um documento solicitando a ‘‘anulação da ordem de prisão expedida pelo comandante-em-chefe das forças armadas’’, o presidente Juan Wasmosy.
Pouco antes, Wasmosy chamou Oviedo de prepotente por não ter cumprido a disposição e disse que não voltaria atrás em sua decisão. Oviedo é candidato às eleições gerais de 1998. No dia 3 de outubro, Wasmosy expediu a ordem de prisão contra o general, mas o militar apresentou dois apelos a justiça comum e há uma semana está desaparecido, após um comando militar ter tentado prendê-lo em sua residência.
A operação militar foi criticada por alguns congressistas, meios de comunicação e juristas que consideraram a decisão ilegal e desnecessária. Oviedo foi afastado em abril de 1996, após ter sido acusado de ter tentado um golpe de Estado. Até então, Oviedo era o ‘‘homem forte’’ do governo, a frente do exército paraguaio.

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