O ex-candidato presidencial general Lino Oviedo desautorizou ontem notícias que lhe atribuem supostos planos de ocupar o governo no final do ano. ‘‘Essas notícias são absurdas’’, afirmou o general que apóia o governo de Raúl Cubas, seu ex-companheiro de chapa que o substituiu na candidatura presidencial 20 dias antes das eleições de 10 de maio.
‘‘A ferida é muito recente’’, acrescentou. E assinalou que a crise política surgida após sua liberação, decidida pelo presidente Cubas após comutar sua pena, é artificial. ‘‘O que temos é crise econômica com uma dívida externa que é o dobro de nossa reserva e uma dívida interna que significa falência de bancos e bônus emitidos’’.
Oviedo, que recebe por dia uma média de mil partidários, insistiu em que ‘‘é absurdo’’ que planeje um golpe contra seu próprio companheiro de chapa que dirige atualmente o país.
‘‘O engenheiro Cubas foi eleito pela vontade popular e governará até 2003, a não ser que Deus disponha de outra coisa’’, frisou.
O projeto de Oviedo no momento é tentar conquistar a presidência do Partido Colorado. A presidência seria um passo para o futuro.

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