O ex-general golpista Lino Oviedo, acusado ontem por políticos de ter ordenado o assassinato do vice-presidente Luis Maria Argaña, disse que lamentava o crime e expressou condolências a seus familiares.
‘‘O fato lamentável enche meu coração de sombras, porque se fomos adversários... nunca neguei meus sentimentos fraternos e minha admiração pela estirpe patriótica... de quem em vida foi o mais alto expoente dos ideais nacionalistas’’, afirmou Oviedo num comunicado.
‘‘Neste momento... o propósito mais nobre é defender o sistema democrático e alentar firmemente pelo castigo exemplar dos terroristas’’, acrescentou Oviedo no comunicado, antes de chamar pela ‘‘concórdia nacional’’.
‘‘O criminoso atentado que acabou com a vida do vice-presidente da república... deve ser repudiado com a máxima energia’’, disse.
Semanas atrás, o ex-general afirmava em discursos públicos que iria ‘‘arrancar como restolhos e queimar’’ seus adversários políticos, incluindo legisladores e juízes da Suprema Corte de Justiça. Todavia, ontem, mudou bastante o discurso, insistindo em que não tem qualquer responsabilidade sobre o atentado que matou seu adversário.

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