Assunção - O general paraguaio Lino Oviedo, acusado de tentativa de golpe de Estado, compareceu ontem ante os tribunais para responder pela posse de supostas armas de guerra e acusou o procurador-geral e o comandante do exército de serem líderes mafiosos.
Em entrevista coletiva à imprensa, Oviedo citou o procurador-geral do Estado, Oscar Latorre, e o comandante do exército, Key Kanazawa, e afirmou que, enquanto ambos ocuparem os respectivos cargos, não haverá justiça no Paraguai. ''Se eles têm um pingo de ética, têm que renunciar a seus cargos. Enquanto os dois estiverem na ativa, o Paraguai não será um Estado de direito'', disparou Oviedo, após comparecer ao julgamento de uma quinta ação contra ele.
''Esta é uma quinta acusação forjada, com objetivo de persegui-lo politicamente e destruir sua popularidade'', comentou seu advogado, José López Chávez, referindo-se à acusação de insurgência proferida pelo deputado Luis Mauro, do partido no poder.
Chávez pediu a revogação da prisão e a absolvição definitiva, sustentando que já havia sido comprovado que as armas que o cliente possuía não eram armas de guerra.
Em outra audiência, na semana passada, um juiz suspendeu uma ordem de prisão, como parte de um dos cinco processos abertos contra ele pelo governo, relativo a uma suposta tentativa de golpe em maio de 2000, quando estava exilado entre a Argentina e o Brasil.
Sobre Kanazawa, Oviedo afirmou que o comandante o mantinha sob um rigoroso regime carcerário em represália a uma decisão tomada pelo Senado, de maioria opositora, de impedir sua promoção a general de exército.

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