France PressLembrançaNa entrada da ponte, em Paris, desenhos lembram a morte de DianaDuas testemunhas, um homem e uma mulher, declararam à polícia terem visto um Fiat Uno branco, conduzido por um homem que aparentava ter cerca de 40 anos, sair ziguezageando do Túnel das Almas, no dia 31 de agosto passado, segundos depois do acidente que vitimou a princesa Diana de Gales, reforçando assim a tese do envolvimento de um segundo carro no acidente.
Este testemunho, revelado ontem pelo jornal Le Parisien, quatro meses depois da morte de Diana, de seu namorado Dodi al Fayed e do motorista do carro em que viajavam, havia sido tomado pela polícia, em 18 de setembro passado, mas foi mantido em segredo desde então em função da investigação, segundo ainda o jornal.
A existência desse duplo testemunho foi confirmado à AFP por fontes próximas à investigação, e faz parte de um volumoso informe de 400 páginas entregue recentemente ao magistrado encarregado do sumário do caso, o juiz Hervé Stéphan.
O jornal parisiense acrescenta que ‘‘este testemunho, corroborado depois por peritos científicos, apoiaria totalmente a hipótese de uma colisão entre o Mercedes, de propriedade do Hotel Ritz, e um Fiat Uno branco, dentro do túnel das Almas’’.
Em 4 de novembro passado, os policiais da brigada criminal iniciaram uma operação destinada a verificar a identidade e o lugar em que se encontravam, no momento dos fatos, os 40.000 proprietários deste modelo de veículo matriculados entre os anos 1983 e 1987 na França, a fim de constatar ou descartar esta hipótese.
Mais de 2.000 Fiat Uno brancos foram controlados desde então em vão, nos departamentos de Hauts-de-Seine e de Yvelines (arredores de Paris). A investigação transcorre com lentidão, devido à complexidade da operação.

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