Outro grupo reivindica morte de italianas
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quinta-feira, 23 de setembro de 2004
Folhapress 
São Paulo - Um grupo militante islâmico chamado Apoiadores de al Zawahri afirmou ontem por meio de um site na internet que teria matado as duas italianas sequestradas no último dia 7, no Iraque. É a segunda reivindicação do gênero em 24 horas. Na quarta-feira um outro grupo de rebeldes iraquianos, auto-intitulado Organização Jihad, anunciou as supostas mortes de Simona Pari e Simona Torretta, ambas com 29 anos de idade. Elas trabalhavam no Iraque para a organização humanitária Ponte para Bagdá.
Os dois grupos dizem que as italianas foram mortas porque a Itália se nega a retirar suas tropas do Iraque. As mortes ainda não foram confirmadas pelas autoridades iraquianas nem pela Itália. Os rebeldes deixaram a seguinte afirmação no site: ''As cabeças das duas agentes criminais da inteligência italiana Simona Pari e Simona Torretta foram cortadas por uma faca sem dó ou piedade''.
A mensagem também afirma que o vídeo que mostra o assassinato das duas estrangeiras será divulgado em breve. O grupo Apoiadores de al Zawahri já havia reivindicado o sequestro três dias após a captura das reféns italianas. Em uma mensagem na internet, eles acusaram o governo italiano de ajudar os soldados norte-americanos a cometer abusos contra prisioneiros iraquianos e deram à Itália, na ocasião, o prazo de 24 horas para libertar todas as mulheres muçulmanas detidas em prisões no Iraque.
A mesma reivindicação, não atendida pelos EUA, levou à morte por decapitação nesta semana dois civis americanos sequestrados pelo grupo Jihad e Tahwid, do terrorista jordaniano Abu Musab Al Zarqawi, acusado de ter laços com a rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden.
A Itália reagiu com aflição e, ao mesmo tempo, indiferença e afirmou não acreditar na morte das reféns italianas. Ontem, em Roma, o governo italiano afirmou duvidar da credibilidade das declarações feitas pelos grupos Jihad e Apoiadores de al Zawahri. Já os principais jornais italianos apresentaram o caso classificando-o como uma ''noite de angústia'' para as famílias das duas reféns.
Ontem o irmão do refém britânico Kenneth Bigley, sequestrado desde a semana passada no Iraque (junto com os dois reféns americanos que foram decapitados), acusou as autoridades da coalizão de terem ''sabotado'' sua libertação ao impedir a libertação de presos iraquianos, em uma entrevista à rádio britânica BBC. Na quarta-feira Bigley fez um apelo por sua vida ao premiê britânico, Tony Blair.


