Islamabad - O partido de Benazir Bhutto, assassinada em dezembro, denunciou as diferentes versões sobre a causa de sua morte, após o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, admitir que ela pode ter sido morta pelo tiro disparado por um homem antes do atentado suicida.
''O regime muda constantemente sua posição. Isso reforça a dúvida e a suspeita e dá crédito às exigências do PPP (Partido do Povo Paquistanês) para uma investigação independente sob os auspícios da ONU'', declarou à AFP o porta-voz da agremiação, Farhatula Babar.
No sábado, em uma entrevista transmitida pela rede de televsão americana CBS, o presidente Musharraf admitiu a possibilidade de que a ex-primeira-ministra tenha sido atingida na cabeça por uma bala, disparada por um homem que abriu fogo contra ela.
O chefe de Estado disse ainda que Bhutto era a única responsável pelo ataque que lhe custou a vida e matou outras 20 pessoas, no dia 27 de dezembro.
''Por ter saído para fora do carro, considero que é a única responsável. Ninguém mais. A responsabilidade é sua'', afirmou Musharraf.
Bhutto morreu assassinada após um comício em Rawalpindi, perto da capital paquistanesa. Ela estava em pé no carro que a conduzia, com a cabeça e os ombros para fora do teto solar aberto.
Uma equipe da Scotland Yard está no Paquistão desde a última sexta-feira para ajudar as autoridades locais na investigação, com a qual Musharraf afirma que irá encerrar a polêmica em torno da morte de Benazir Bhutto.

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