GROZNY - Seis cidadãos russos - três mulheres e três homens - foram assassinados ontem em Grozny, capital da Chechênia, no dia seguinte ao massacre de seis colaboradores estrangeiros da Cruz Vermelha, pondo em xeque o governo pró-separatista em sua capacidade de manter a ordem na Chechênia.
Duas famílias de origem russa foram alvo de ataques de um grupo de quatro homens, em duas casas vizinhas, situadas próximo à praça Minutka, em pleno centro da capital chechena. Em uma das casas cinco pessoas foram assassinadas com armas automáticas, enquanto na outra uma pessoa foi morta, com um tiro disparado com silenciador.
Todas as vítimas tinham mais de 50 anos, informou Bouveiser Avtaev, chefe da equipe do Ministério do Interior encarregado da investigação e que adiantou que não tem qualquer pista sobre os responsáveis, no momento.
Na noite anterior, haviam sido assassinados, enquanto dormiam, seis funcionários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) no hospital de Novy-Atagui (20 km ao sul de Grozny) onde trabalhavam.
‘‘É uma provocação evidente, um puro ato terrorista. Não há sinais de tentativa de roubo’’, explicou Buveiser Avtaev, chefe da equipe ministerial responsável pela investigação.
Nos dois casos, o mistério continua sendo sobre as causas e identidade dos assassinos cujos crimes são tão gratuitos quanto premeditados.
Muitos habitantes de Grozny, que esperam por um reconhecimento internacional da Chechênia, dizem que sofreram estes atos como uma terrível humilhação.

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