São Paulo - Internacionalmente reconhecido como presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara pediu paz depois que seu rival foi preso com a ajuda de forças da França, mas enfrenta uma enorme tarefa para reunificar um país assolado pela guerra civil.
Ouattara, que venceu a eleição presidencial de novembro do ano passado com aval da Organização das Nações Unidas (ONU), pode enfim assumir o posto na nação do oeste africano depois que seu antecessor, Laurent Gbagbo, foi capturado ontem, encerrando mais de quatro meses de impasse que descambou para um conflito armado.
Gbagbo, que se recusava a renunciar após dez anos no poder, foi preso quando forças francesas invadiram o bunker onde ele se refugiava há uma semana e o entregaram às forças de Ouattara. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a Ouattara que forme um governo de unidade nacional para ajudar a resolver as divisões do país, segundo o porta-voz dele.
''Peço a meus compatriotas que se abstenham de todas as formas de represália e violência'', declarou Ouattara em discurso na tevê TCI no final da segunda-feira, pedindo ''uma nova era de esperança''. ''Nosso país virou uma página dolorosa de sua história'', complementou.

mockup