Os representantes de sete países africanos - entre eles seis envolvidos no conflito na República Democrática do Congo - se separaram na madrugada de ontem em Addis Abeba sem chegar a um acordo sobre o conflito.
A reunião terminou às 3 horas locais sem a presença dos representantes de Ruanda e Uganda, e com a adoção de um documento que solicita um cessar-fogo e em que são propostas suas modalidades aos chefes de Estado implicados.
A Repúplica Democrática do Congo, Ruanda, Uganda, Zimbabue, Angola, Namíbia e Zâmbia estavam participando em Addis Abeba desde quinta-feira passada das reuniões da Organização da Unidade Africana (OUA).
Ruanda e Uganda abandonaramn a reunião duas horas antes do final e o ponto de desacordo girou em torno da identificação dos países beligerantes, segundo fontes oficiais.
Representantes de Kinshasa acusaram os governos de Kampala e Kigali de terem ivadido a RDC, fato que é desmentido por ambos os países.
O ministro congolês das Relações Exteriores, Jean-Charles Okoto Lolakombe, disse à AFP que ‘‘concordar em decretar um cessar-fogo imediato, retirar as tropas estrangeiras da RDC sob controle e verificar as armas apreendidas, é o mesmo que identificar os agressores’’.
Ruanda e Uganda afirmaram que procederiam por eliminação para determinar quem eram os ‘‘beligerantes’’.
‘‘Uganda tem tropas, mas não combate e Ruanda declara que não tem tropas’’, explicou um membro da delegação ruandesa apontando que ‘‘a definição do termo beligerante estava, entre outras, destinada a um grupo rebelde presente na RDC e que não tinha sido convidado para a reunião’’.

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