O Conselho da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aprovou ontem plano de mobilização de 50 mil soldados para formar a força de paz que entrará na província de Kosovo para supervisionar, após o fim do conflito com a Iugoslávia, o retorno seguro de quase 1 milhão de refugiados. Estudos preliminares feitos pela Comissão Militar da Otan em outubro recomendavam uma força de 28 mil homens, no máximo.
‘‘A composição das tropas sairá nos próximos dias’’, disse o secretário-geral da Otan, Javier Solana. A ampliação do efetivo deve-se, segundo ele, ao agravamento da crise. ‘‘Cada país membro da aliança ficará sabendo em breve com quantos homens contribuirá.’’ A aliança mantém atualmente 12 mil homens na Macedônia e cerca de 8 mil na Albânia.
Segundo Solana, a futura tropa será equipada com armas pesadas moderníssimas, ‘‘para responder à altura qualquer tipo de agressão’’. Ele reafirmou que a Otan não tem intenção de invadir Kosovo por terra, ressalvando, porém, que nenhuma opção no campo militar deve ser descartada. No último fim de semana, o chanceler britânico, Robin Cook, referira-se a esse contingente, afirmando que sua missão ‘‘será levar os albaneses étnicos para casa com ou sem acordo’’.
O porta-voz da Otan, Jamie Shea, disse, por sua vez, que a aliança continua apostando na eficiência da campanha aérea, que ontem completou 63 dias. Caças-bombardeiros F-15, F-16, F-117-A e Tornados e fortalezas voadoras B-1 e B-52 atacaram postos sérvios de comando militar, incluindo mais uma vez o Ministério da Defesa (em Belgrado) e a residência do presidente Slobodan Milosevic.

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