Otan termina missão em setembro
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de agosto de 2001
France Presse<BR>De Bruxelas 
O período de 30 dias de duração da missão da Otan na Macedônia termina no próximo dia 26 de setembro, anunciou ontem a Aliança Atlântica, que pede uma participação maior da União Européia (UE) e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) depois da operação ''Colheita Essencial''.
''Os militares decidiram que o período de 30 dias (que a Otan prevê para coleta das armas dos rebeldes albanese da Macedônia) começou na segunda-feira passada, 27 de agosto, e termina no dia 26 de setembro'', declarou ontem uma autoridade da Otan.
''Cumpriremos nossos objetivos e sairemos, como já tínhamos dito, quando a missão terminar, 30 dias depois'', acrescentou.
O responsável considera que ''todos se dão conta de que depois deste 30 dias, a comunidade internacional terá que continuar envolvida', ainda que seja o governo macedônio quem deve decidir como lidar com a situação depois da missão'' da Otan.
''Não se trata tanto de discutir o papel da Otan já que se esta tiver que permanecer na Macedônia, será com um mandato completamente diferente mas de reconhecer que haverá uma espécie de vazio uma vez que os 30 dias tiverem passado'', acrescentou.
''Este vazio deverá ser bem preenchido (...) Outras organizações internacionais, a UE ou o OSCE, deverão intervir para mandar observadores ou mediadores para a realização de um processo de paz duradoura'', afirmou.
A UE anunciou que vai reforçar sua ajuda econômica à Macedônia em função dos avanços do processo de paz no país.
Segundo a fonte a Otan não considera a possibilidade de continuar recolhendo armas indefinidamente ou desempenhar o papel de uma força de interposição na Macedônia.
IugosláviaA coalizão iugoslava DOS ainda está numa profunda crise depois da reunião dos líderes de todos os 18 partidos que a integram. O primeiro conflito aberto no novo governo entre as duas maiores agremiações do DOS, o Partido Democrático (DS) do primeiro-ministro sérvio Zoran Djindjic e o Partido Democrático da Sérvia (DSS) do presidente da federação iugoslava Vojislav Kostunica, começou quando jornais ligados à agremiação de Kostunica fizeram acusações de envolvimento do governo sérvio em corrupção e homicídios. Foi um ataque típico dos tempos comunistas.


