Enquanto a Otan anuncia a disposição de lançar um ataque aéreo contra as forças sérvias, devido aos recentes massacres cometidos contra civis, o Conselho de Segurança das Nações Unidas anuncia uma reunião de emergência para definir, também, uma ação em represália àqueles atos. Sete meses de conflito deixaram 1.270 mortos do lado albanês, segundo o Comitê (albanês) de Direitos Humanos em Pristina, e causaram a fuga de mais de 300.000 pessoas, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Iugoslávia aceita investigação O governo iugoslavo concordou que especialistas internacionais investiguem as matanças praticadas em Kosovo, anunciou ontem, em comunicado, o ministro austríaco das Relações Exteriores, Wolfgang Schuessel, presidente em exercício da União Européia.
Um grupo de juristas finlandeses viajará nos próximos dias a Belgrado para o trabalho, precisa o comunicado.
Segundo várias testemunhas, os massacres de civis em Kosovo foram praticados pelas forças sérvias. Na localidade de Gornje Obrinje (centro de Kosovo), 18 albaneses morreram, ao que parece, em mãos dos sérvios, segundo informações publicadas nos meios de comunicação.
Ameaça dos EUA O governo dos Estados Unidos exigiu ontem do presidente iugoslavo Slobodan Milosevic que retire imediatamente as forças sérvias da província de Kosovo, sob pena de lançar uma ação militar contra aquele país.

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