O Conselho Permanente da Otan reuniu-se ontem para decidir acentuar a ameaça da Aliança Atlântica de passar para a ação caso Belgrado e os separatistas albaneses não atendam aos apelos do Grupo de Contato visando uma solução para o Kosovo.
Os 16 aliados aprovaram uma ‘‘lista de conclusões’’ destinadas a acentuar a preparação dos militares a uma eventual intervenção aérea limitada.
Na noite de sexta-feira, o ministro dinamarquês da Defesa, Hans Haekkerup, informou que a Otan ‘‘dará luz verde (...) à passagem para a fase 1’’ de um plano de operação aérea na Iugoslávia. Até agora, a fase 0 atribuída aos militares se limita a prever um grupamento de aviões e a possibilodade de treiná-los.
O ministro dinamarquês garantiu que a Otan ‘‘poderá intervir inclusive antes de três semanas se não houver progresso nas negociações’’.
O prazo de três semanas corresponde ao período dado pelo Grupo de Contato às duas partes para que concluam um acordo de paz.
O reforço da ameaça da Otan, que se dirige sobretudo a Belgrado, pretende acompanhar as pressões diplomáticas para uma solução negociada do conflito.
Dúvidas sobre bombardeios A eficácia de ataques aéreos com os quais a comunidade internacional ameaça Belgrado e os separatistas kosovares seria muito limitada, concretamente contra os segundos, estimou ontem um especialista do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), em Londres.
‘‘A comunidade internacional estaria em uma situação muito delicada se tivesse que exercer uma forma de punição contra os que se recusam a negociar’’, estimou à rádio BBC o coronel Mike Dewar.
Os ataques aéreos contra a Sérvia ‘‘seriam relativamente fáceis’’, declarou.
Mas, neste caso, a punição seria inadequada contra os separatistas kosovares e em particular para impedir o Exército de Libertação do Kosovo (UCK) que continue obtendo armas na fronteira com a Albânia, considerou.France-PresseEnquanto a Otan aumenta as ameaças para tentar conter a luta, refugiados de Kosovo continuam a fugirFrance-Presse

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