Otan pede que Teerã interrompa programa nuclear
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Folhapress 
São Paulo - O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, pediu ontem que as autoridades iranianas cumpram seus compromissos internacionais, interrompam seu programa de enriquecimento de urânio e garantam a passagem marítima pelo estreito de Hormuz.
''Algumas declarações de líderes iranianos são motivo de preocupação'', assegurou o chefe da aliança militar do Ocidente, que lembrou, no entanto, que ''a Otan como organização não está envolvida na questão iraniana''.
Ministros e membros do Parlamento iraniano ameaçaram, em discurso, o fechamento da passagem caso as ações de União Europeia e Estados Unidos intensifiquem o embargo proposto na segunda-feira ao petróleo iraniano. Por Hormuz, passa 20% do petróleo comercializado no mundo.
Mais cedo, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad afirmou que está pronto para negociar sobre o programa nuclear do país e pelas novas sanções petroleiras e financeiras da União Europeia e dos Estados Unidos.
''Eles (os países ocidentais) dizem que o Irã foge das negociações, mas isso não é verdade. Quem tem o direito ao seu lado não teme as negociações''. Nos últimos dias, dirigentes europeus e americanos expressaram o desejo de ver o Irã de volta a negociações sérias com o chamado grupo dos 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França, mais Alemanha). Sobre as declarações, o presidente criticou os ocidentais por ''adotar cada vez mais sanções antes das negociações para perturbá-las''.
Ahmadinejad afirmou que há 30 anos que os Estados Unidos não compram petróleo do Irã e não possuem relações com o Banco Central do país.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, exigiram que o presidente Mahmoud Ahmadinejad comece as negociações com a comunidade internacional sobre o programa nuclear do país.


