Os militares da Aliança Atlântica prepararam planos para dois cenários contrários no Kosovo: um de paz, com o envio de uma força de manutenção da paz com 26.000 homens, e outro de guerra, com mais de 400 aviões que já estão na região e mísseis, a bordo de barcos estacionados no Adriático.
Na perspectiva de um acordo de paz, a Otan enviará ‘‘em poucos dias’’ um exército de aproximadamente 6.000 soldados ao Kosovo, antes de deslocar uma força total de 26.000 homens, a KFOR (Kosovo Force), similar à enviada à Bósnia-Herzegovina, e igualmente com a possibilidade de que a Rússia tome parte nela.
A KFOR estará sob o comando do general inglês Michael Jackson, comandante do Corpo de Reação Rápida da OTAN. Na hipótese das conversações fracassarem, a Otan está pronta para lançar ataques aéreos contra alvos sérvios, apesar de ainda não dispor de um mandato expresso do Conselho de Segurança das Nações Unidas autorizando o uso da força contra um Estado independente (República Federal Iugoslava).
A Otan ‘‘atacará com força’’, advertiu a secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright. Fontes do Pentágono indicaram que, uma vez lançado o ataque, este ‘‘será de grande envergadura e sem interrupção’’.
Seis super-bombardeiros B-52 de longo alcance, armados com mísseis de cruzeiro, receberam também ontem a ordem de seguir para a Inglaterra, diante da possibilidade de um eventual ataque.
O secretário-geral da Aliança, Javier Solana, asseverou que a Otan está disposta a tomar ‘‘as medidas que forem necessárias’’, inclusive ataques aéreos, se fracassarem as negociações de Rambouillet, para evitar uma catástrofe humanitária.

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