Estrasburgo - A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) manteve seus compromissos para apoiar a estabilização do Afeganistão, afirmou ontem o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, ao final da cúpula da aliança em Estrasburgo. ''Esta cúpula e esta aliança mantiveram seus compromissos'', declarou o secretário-geral, em entrevista à imprensa ao término da cúpula que comemorou os 60 anos da aliança.
O presidente americano, Barack Obama, pediu aos europeus que façam mais para impedir que bases terroristas não se reconstituam nesse país. Os aliados vão contribuir mais para a formação das forças afegãs, enviar reforços para garantir a segurança da eleição presidencial em agosto e alimentar um fundo para financiar o exército afegão, anunciou Hoop Scheffer.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, pediram ontem ao governo afegão que faça respeitar os direitos da mulher. ''É uma pedido unânime'' dos países da Otan, declarou Sarkozy. ''Estamos aqui para defender valores. Não decidimos discutir estes valores. Ninguém, nenhum de nós (está aqui para isso). Acredito que a mensagem foi recebida diretamente'', acrescentou.
Um projeto de lei afegã, chamado ''nova lei sobre a família afegã'', vem gerando críticas entre os ocidentais. Ele proíbe as mulheres de negar relações sexuais a seus maridos ou de deixar o domicílio familiar e tomar decisões sem o prévio acordo deles. ''Esperamos que este projeto de lei seja retirado, porque é inaceitável'', declarou Merkel.
Scheffer também anunciou a nomeação do novo secretário-geral da Otan, o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen. Ele assumirá o cargo no dia 1º de agosto.
Durante a cúpula, milhares de manifestantes, entre eles grupos violentos, protestaram nas ruas contra a aliança e se enfrentaram contra policiais. Ontem, os manifestantes atearam fogo em um hoje, sendo que piso térreo foi completamente destruído. Antes, uma loja foi incendiada por pessoas mascaradas. Um posto da polícia que estava vazia também foi incendiado por cerca de cem pessoas na parte francesa da ponte da Europa.

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