Os líderes dos 19 países da Otan inauguraram ontem em Washington a cúpula do 50º aniversário da Aliança Atlântica reafirmando sua determinação de seguir bombardeando a Iugoslávia até que o presidente Milosevic aceite incondicionalmente suas exigências sobre a província de Kosovo.
Antes de assistir a uma colorida cerimônia com marchas militares, bandeiras, trompetes, discursos e desfiles de militares em trajes de gala, os 19 mandatários tiveram uma reunião dedicada a Kosovo.
Em uma declaração conjunta, a Otan exigiu um cessar ‘‘imediato’’ das violências em Kosovo, e antecipou que intensificará suas ações militares e a pressão econômica sobre Belgrado.
Os aliados exigem cinco condições de Milosevic: cessar da repressão em Kosovo, retirada de todas as forças sérvias da província, presença de uma força militar internacional, retorno incondicional dos refugiados em condições de segurança e um contexto político baseado nos acordos de Rambouillet (França).
Os dirigentes da Otan enviaram ‘‘uma mensagem de unidade e determinação’’ ao presidente iugoslavo e se comprometeram ‘‘a continuar a campanha aérea o tempo que for preciso’’, disse o presidente americano Bill Clinton ao inaugurar o evento.
Os 19 países ‘‘estão unidos em sua vontade de ir até o final, a Aliança deve sair vitoriosa, e o farᒒ, assegurou Javier Solana, secretário-geral da Otan. A Aliança não quer perder a primeira guerra de sua existência contra um Estado soberano.
A proposta de Milosevic ao ex-premier russo Viktor Chernomirdin de aceitar uma missão da ONU em Kosovo foi considerada insuficiente por Clinton e por vários outros mandatários ocidentais, incluindo o primeiro-ministro britânico Tony Blair e o presidente francês Jacques Chirac.
Durante seu primeiro dia de reuniões, os aliados lembraram a idéia de tropas terrestres em Kosovo para ‘‘impor a paz’’, mas não tomaram qualquer decisão nesse sentido.
Os Estados Unidos, Grã-Bretanha e França consideram prematura uma invasão terrestre, mas falam cada vez mais abertamente sobre essa possibilidade. A Aliança também apoiou a decisão da União Européia de proibir a venda de petróleo a Belgrado.
A cúpula integrou pela primeira vez os três novos membros, Polônia, República Checa e Hungria. Amanhã, dia em que o evento termina, a reunião será ampliada com os mandatários dos sete países limítrofes ou próximos a Iugoslávia (Croácia, Bósnia, Macedônia, Albânia, Eslovenia, Romênia e Bulgária).France PresseDirigentes da Otan em Washington. Encontro decidiu aumentar pressão contra o presidente Slobodan MilosevicFrance Presse

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