Otan faz primeiro ataque com helicópteros na Líbia
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sábado, 04 de junho de 2011
France Presse 
Bruxelas, Bélgica - A Otan anunciou na madrugada deste sábado ter realizado seu primeiro ataque com helicópteros na Líbia, visando veículos militares, equipamentos e tropas do regime do coronel Muammar Kadhafi.
''Helicópteros de ataque sob o comando da Otan foram utilizados pela primeira vez no dia 4 de junho, em operações militares sobre a Líbia, dentro da operação 'Protetor Unificado''', revelou a Aliança Atlântica.
França e Grã-Bretanha contribuíram com helicópteros de ataque para a missão da Otan, com os franceses enviando quatro Tigres e os britânicos, quatro Apaches, embarcados respectivamente nos navios Tonnerre e HMS Ocean. Os franceses contam ainda com doze helicópteros Gazelle embarcados.
''Vinte objetivos atacados, incluindo 15 veículos militares, foram destruídos'', afirmou à AFP o porta-voz do Estado-Maior francês, o coronel Thierry Burkhard.
O ministério da Defesa britânico informou que helicópteros Apache, que também são usados no Iraque e Afeganistão, destruíram um radar e um posto de controle militar perto de Brega, uma cidade costeira do leste da Líbia.
O ataque ''demonstra as possibilidades únicas oferecidas pela utilização de helicópteros de combate'', disse o general Charles Bouchard, comandante das operações da Otan na Líbia.
Os helicópteros permitem à Otan dispor de uma ''flexibilidade suplementar para localizar e combater as forças pró-Kadhafi que atacam deliberadamente civis e tentam se esconder em zonas habitadas''.
''Continuaremos a utilizar estes meios quando e onde for necessário, com a mesma precisão que executamos todas as nossas missões'', disse o general canadense. O objetivo é ''aumentar a pressão sobre as forças pró-Kadhafi''.
A resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU não autoriza o envio de tropas de ocupação à Líbia, apenas a utilização dos meios necessários para impedir que as forças de Kadhafi ataquem os civis.
No campo diplomático, os rebeldes tentam obter maior reconhecimento internacional.
A China anunciou na sexta-feira que seu embaixador em Doha se reuniu nos últimos dias com o presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), que representa os rebeldes.
O enviado especial do presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, viajará na segunda-feira à Líbia para se reunir com representantes da oposição e de outras forças políticas em Benghazi, capital da insurreição.
China e Rússia, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, optaram em março por não vetar a resolução que permitiu o início dos bombardeios na Líbia.


