Criada em 4 de abril de 1949 para enfrentar uma possível invasão soviética, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) é formada por 19 países da América do Norte e da Europa. Dominada pelos americanos, após o fim da guerra fria, em 1989, a Aliança veio se adaptando, progressivamente, a novos riscos.
Sua principal estratégia continua sendo a dissuasão nuclear. É uma aliança militar que busca uma resposta de todos os seus membros caso um deles seja atacado (artigo 5 de seu tratado fundador). Todas as decisões na Otan são tomadas com base no consenso.
A mais alta autoridade política, com sede em Bruxelas, é o Conselho, que reúne os chefes de Estado e de Governo, ministros de Assuntos Exteriores, da Defesa e, permanentemente, os embaixadores. É dirigida por um secretário-geral, atualmente o espanhol Javier Solana.
Desde 1966, a França não faz parte do comando integrado da Aliança, dirigida pelos Estados Unidos e que dá sua força à Organização. O orçamento global anual da Otan se aproxima dos dois bilhões de dólares.
Em 1994, buscando novas razões de ser, a Otan propôs a seus ex-adversários da Europa Oriental e aos países netros um programa de cooperação militar (intercâmbios militares, manobras comuns, sem garantias de segurança): a Associação para a Paz.
Aderiram a esta cooperação 25 países, entre eles a Rússia.
Em 1992, a Otan decidiu deixar sua atividade tradicional de defesa do território para participar de eventuais operações de paz.
Em fevereiro de 1994, pela primeira vez em sua história, a Otan disparou e derrubou quatro aviões sérvios dos céus bósnios.
Em dezembro de 1995, organizou uma força de paz na Bósnia (IFOR-60 mil homens de trinta países), seguida em 1997 por uma força de estabilização (SFOR-30 mil homens).
Em maio de 1997, a Otan assinou uma Ata com a Rússia, que abriu um caminho de novas relações políticas e militares. Foi criado um Conselho conjunto permanente. Desde o início da guerra na Iugoslávia, em 24 de março passado, as atividades bilaterais foram suspensas, devido à oposição de Moscou de recorrer à força contra Belgrado.
Em julho de 1997, a Aliança Atlântica convidou a Polônia, a República Tcheca e a Hungria a se tornarem associados: uma adesão que se tornou efetiva em 12 de março passado.
Em 24 de março deste ano, a Organização iniciou sua primeira guerra contra um país soberano, a Iugoslávia, com um objetivo humanitário: que a violência em Kosovo contra a população de origem albanesa, majoritária nesta província sérvia, acabe.
Os 19 membros da Aliança Atlântica são: Estados Unidos, Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Itália, Luxemburgo, Noruega, Holanda, Portugal, Reino Unido e Grécia, Islândia e Turquia (desde 1952), Alemanha (desde 1955), Espanha (desde 1982), Polônia, República Tcheca e Hungria (desde 12 de março de 1999).

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