Os comandantes da força da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para a Macedônia fizeram ontem uma primeira avaliação da situação, ao mesmo tempo em que sopesavam as chances de êxito de sua missão de recuperar as armas dos guerrilheiros albaneses do UCK.
O Ministério macedônio da Defesa informou que tinham passado a noite mais tranquila dos últimos tempos, sem o registro de confrontos, mas que o grupo de vanguarda encabeçado por soldados britânicos tem uma delicada tarefa de avaliar se as duas partes do conflito estão realmente comprometidas com a paz.
''Nossa tarefa nos próximos dias será avaliar as principais exigências e aconselhar à rede de comandos da Otan, até o Conselho do Atlântico Norte, para que possa tomar uma decisão sobre a mobilização da força'', declarou o oficial Barney White-Spunner depois da chegada do primeiro contingente, sexta-feira à noite.
Cerca de 400 soldados britânicos, 120 checos e 16 franceses começaram a chegar à Macedônia neste final de semana para engrossar a vanguarda da força da Otan, constituída por 3.500 homens, que se mobilizará na Macedônia se a Aliança considerar que a situação é suficientemente segura.
Mas antes de tal decisão, os rebeldes albaneses e os macedônios radicais do governo terão de convencer à Otan de que podem respeitar o cessar-fogo.
A tarefa principal da Otan será a de desarmar os rebeldes albaneses que, no acordo de paz, se comprometeram a entregar as armas. Entretanto, além da dificuldade da tarefa em si, existem também dúvidas sobre se os rebeldes vão entregar mesmo todas as armas que possuem ou se já guardaram um arsenal para eventuais novos confrontos, com as forças macedônias que estão, ainda, em estado de alerta.

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