Pristina - A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou que enviará até mil soldados a mais a Kosovo para restabelecer a ordem no local, após a explosão de violência étnica que causou pelo menos 22 mortes e deixou 500 pessoas feridas. Ao lado da ONU, a Otan controla a província do sul da Sérvia desde o final da guerra entre as forças sérvias e separatistas albanesas, em junho de 1999.
A Grã-Bretanha, que já tem 280 soldados em Kosovo, anunciou que enviará 750 militares adicionais à região. A viagem deve acontecer em um prazo de quatro dias.
As forças da Otan e da ONU na região estão entre as representações internacionais mais importantes do mundo para este tipo de operações. A Força Multinacional da Otan em Kosovo (KFOR) é composta atualmente por 8.050 soldados de 37 países. O número de efetivos chegava a 50.000 mil homens em 1999. A KFOR é comandada desde outubro de 2003 pelo general alemão Holger Kammerhoff.
Responsável por garantir a segurança dos bens e pessoas em Kosovo, a KFOR dividiu o território da província sérvia em quatro áreas. Os Estados Unidos (2.000 militares) supervisionam o leste de Kosovo, a França (2.550) controla o nordeste, enquanto Alemanha (3.000) e Itália (1.850) garantem a segurança de uma região comum no sudoeste. Pristina, a principal cidade, e o centro da província estão sob o controle de um contingente sueco (650).
A Rússia retirou suas tropas da zona em julho do ano passado. A Missão da ONU em Kosovo (Minuk) substituiu a administração sérvia que se esfacelou após a evacuação da província que oficialmente permanece como parte da Sérvia por parte das forças de Belgrado.
Ao lado das forças de polícia da ONU, o Serviço de Polícia de Kosovo (KPS), composto por 5.000 homens (albaneses e sérvios), tem a missão de manter a ordem.
Os distúrbios, iniciados na última terça-feira, continuam assustando a região. Os sérvios estavam se vingando de um ataque a tiros que feriu um adolescente em um vilarejo próximo. A onda de violência que atinge a região preocupa a comunidade internacional, que teme que conflitos sérios possam ocorrer novamente nos Bálcãs.
Ontem centenas de jovens ioguslavos foram às ruas em Belgrado para protestar contra a violência étnica em Kosovo.

mockup