Otan e UE pressionam Macedônia
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de março de 2001
Associated Press De Skopje, Macedônia 
A Otan e a União Européia pressionaram ontem o governo da Macedônia para que diminua seus ataques contra os rebeldes de etnia albanesa, em um claro sinal de que há ambiente para se chegar a uma solução política e para se pôr um fim às seis semanas de combates. Com a tranquilidade de volta ao campo de batalha, o secretário-geral da Otan, lorde Robertson, e o chefe das relações de segurança da União Européia, Javier Solana, chegaram ontem à ex-república iugoslava para conversações com o presidente macedônio, Boris Trajkovski.
Referindo-se aos ganhos conseguidos pelo exército da Macedônia nos combates recentes, Robertson afirmou: Eles dominaram o campo militar em Tetovo, agora é tempo (para o governo) de dominar o campo político. Da mesma forma, Solana, que chegou depois de Robertson, afirmou: Chegou o momento para a política.
As forças macedônias atacaram durante toda a madrugada posições rebeldes próximas à cidade de Tetovo, a segunda maior do país, e retomaram territórios anteriormente ocupados pelos insurgentes de etnia albanesa. Ontem, o governo prometeu continuar sua ofensiva até que os rebeldes sejam expulsos do país.
A luta dos albaneses da macedônia tem sido vinculada à dos albaneses da província sérvia de Kosovo. Os rebeldes da macedônia dizem que lutam pelos direitos de sua minoria. Mas o governo os acusa de tentar obter a independência.
Fuga em massaCerca de 1.000 refugiados cruzaram ontem a fronteira da Macedônia com a província iugoslava de Kosovo afirmando terem sofrido ameaças por parte do exército macedônio. Enquanto andávamos pelas colinas helicópteros passavam sobre nossas cabeças e disparavam seus canhões contra alvos na mata próxima, contou Arif Azemi, entrevistado por um jornalista. Segundo os refugiados, os 1.200 habitantes da vila macedônia de Vejc decidiram abandonar suas casas depois do ataque macedônio.


