Otan debate missões no Iraque e no Afeganistão
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
France Presse 
Bruxelas - Os chanceleres dos 26 países da Otan discutiram ontem, em Bruxelas, suas missões no Iraque e no Afeganistão e o novo processo eleitoral na Ucrânia, na última reunião da organização, da qual participou o atual secretário de Estado americano, Colin Powell, que deixará o cargo em breve.
Powell e o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, pediram que os aliados se envolvam mais nas missões da organização no Afeganistão e no Iraque.
As operações da Otan ''pressupõem a repartição dos gastos entre os aliados'', indicou Scheffer, num momento em que a Aliança dá início à sua missão de treinamento de militares no Iraque, na qual participam França, Espanha, Bélgica, Alemanha e Grécia. Três deles, França, Alemanha e Bélgica, se opuseram no ano passado à guerra do Iraque liderada pelos Estados Unidos, o que provocou uma crise na Aliança. Scheffer também pediu aos países da Otan que trabalhem para conseguir ''um consenso transatlântico sólido''.
Scheffer anunciou que os membros da missão no Iraque aumentarão dos atuais 60 para 300, como ação prévia à criação da academia de treinamento. Powell, por sua vez, disse que seu país ''gostaria que todos os países da Otan'' contribuíssem para a missão no Iraque.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) quer também expandir sua missão mais importante, a que realiza no Afeganistão, onde dirige a Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF, em inglês). Depois de uma primeira fase de extensão da ISAF desde a capital, Cabul, até o norte do país, a Otan quer se mover para o oeste com o envio de várias equipes civis e militares de reconstrução provincial (PRT).
A Aliança espera poder dar início a esta ampliação no início do ano, a fim de incrementar a segurança e frear as milícias locais. Os chanceleres aliados também se reuniram com seu colega russo, com o qual conseguiram entrar em acordo para emitir uma declaração conjunta para a celebração de eleições livres na Ucrânia e para a ''independência, soberania e integridade territorial'' do país.
Scheffer e o chanceler russo asseguraram que a Ucrânia ''não deve ser um motivo de confrontação'' entre os países ocidentais e Moscou, depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter criticado os países do ocidente por se envolverem nos assuntos da Ucrânia. ''É um vizinho da Rússia, mas também é um país associado à Otan'', apontou Scheffer.
A Ucrânia é um parceiro importante da Otan e faz parte do acordo de cooperação entre a Otan e vários países do leste da Europa e do Cáucaso, chamado Associação pela Paz.
Lavrov destacou que a declaração conjunta ''é um sinal de que não queremos impor às autoridades ucranianas uma solução''. A Rússia e a Otan aprofundaram suas relações ontem ao firmarem um plano de ação antiterrorista.


