Se até ao meio-dia de hoje, 24 horas antes do prazo fatal, sérvios e albaneses do Kosovo não tiverem chegado a um acordo de paz no Castelo de Rambouillet, os presidentes dos EUA e da França, Bill Clinton e Jacques Chirac, respectivamente, pretendem lançar conjuntamente de Washington uma última advertência, em forma de ultimato, aos negociadores que se encontram reunidos nas imediações de Paris. Eles dirão que é intenção dos países ocidentais, EUA, França e Grã-Bretanha, promover uma série de operações militares, bombardeios pontuais às posições dos dois beligerantes ou daquele cuja responsabilidade pelo fracasso ficar caracterizada.
Na noite de ontem, ambas as partes da questão, sérvios e albaneses, mantinham ainda suas posições totalmente opostas, sem que tenha havido a menor aproximação, apesar dos esforços e do aumento da pressão dos dois ministros do Exterior, Hubert Védrine, da França, e Robin Cook, da Grã-Bretanha, intermediários do Grupo de Contato. Védrine reuniu-se com as duas partes em Rambouillet para dizer que é hora deles se entenderem.
A intervenção do presidente russo, Boris Yeltsin, telefonando a Bill Clinton para adverti-lo que a Rússia não aceitará nenhuma opção militar para a crise no Kosovo, não parece sensibilizar ou constituir um grande empecilho às intenções de Clinton, Chirac e Tony Blair, dispostos a utilizar a força se esse for o caso.
Se houver acordo em Rambouillet até o meio-dia de amanhã, tanto os EUA, como a França e a Grã-Bretanha, estão em condições de mobilizar, numa primeira etapa entre 12.000 e 15.000 homens, e num prazo um pouco maior 30.000, constituindo uma força de interposição entre sérvios e albaneses do Kosovo, evitando dessa forma novos massacres. Também essa alternativa continuava não sendo aceita pelos sérvios de Milosevic e pela guerrilha do Exército de Liberação do Kosovo.

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