Otan apoia Turquia e alerta Síria após ataque
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de outubro de 2012
Folhapress 
São Paulo - A Otan (aliança militar ocidental) exigiu ontem que a Síria cesse ''as violações flagrantes do direito internacional'', em referência aos disparos de morteiros feitos a partir desse país e que mataram pelo menos cinco pessoas em território turco.
''A Aliança segue ao lado da Turquia'', integrante da organização, ''e exige o cessar imediato dos atos agressivos contra um aliado'', disse a Otan, em comunicado oficial divulgado após uma reunião solicitada pelo embaixador do país atacado.
A reunião durou pouco menos de uma hora na sede da organização em Bruxelas e reuniu os embaixadores dos 28 países-membros.
O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, manifestou uma ''firme condenação'' do episódio e expressou solidariedade às famílias dos mortos e feridos. Os disparos ''são a fonte de grande inquietação para os aliados, que condenam com firmeza [o ataque] '', disse a Otan, conforme o comunicado oficial.
A porta-voz Oana Lungescu acrescentou que a Otan monitora a situação na fronteira síria-turca ''de perto e com grande preocupação''. Um morteiro sírio atingiu uma área residencial na cidade turca de Akçale ontem, matando pelo menos cinco pessoas, entre eles uma mãe e suas crianças, além de ferir outras oito pessoas.
A responsabilidade pelos disparos não pôde ser confirmada, mas a região na fronteira síria já foi palco de vários combates entre as forças leais ao regime de Bashar Al Assad e grupos rebeldes.
Em represália, o Exército turco bombardeou alvos no território sírio. Não há informações imediatas sobre mortos ou feridos. Damasco pediu contenção ao país vizinho e prometeu investigar o episódio.
Após a reação turca, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon apelou para que Ancara mantivesse ''os canais abertos'' com Damasco, advertindo que os 18 meses de guerra civil na Síria também atingiram os demais países vizinhos. O incidente foi discutido brevemente em uma sessão do Conselho de Segurança da ONU, que já estava reunido no momento do incidente.


