Otan amplia campanha na Líbia para enfraquecer Kadafi
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sábado, 21 de maio de 2011
Agência Estado 
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ampliou sua campanha para enfraquecer o líder líbio Muamar Kadafi, a partir de ataques aéreos contra centros de comando no deserto e de patrulhas marítimas para interceptar navios, disse a aliança militar hoje, em meio aos sinais de descontentamento civil com a falta de combustível nos territórios mantidos pelos simpatizantes de Kadafi.
Na cidade costeira de Zawiya, grupos aparentemente indignados com a falta de combustível, tentaram atacar com facas repórteres que estavam em um micro-ônibus em viagem supervisionada pelo governo para a fronteira com a Tunísia. Os jornalistas - um correspondente chinês e dois britânicos - não ficaram feridos. O oficial do governo que acompanhava os jornalistas também foi atacado.
O ataque a jornalistas estrangeiros ocorreu enquanto o veículo estava parado em um congestionamento, por causa das filas de automóveis que esperam dias por dias para abastecer seus veículos. "Está claro para a Otan que o regime de Kadafi está desviando combustível para sua máquina de guerra", disse um oficial que não pode ser identificado.
Kadafi tem resistido à ofensiva da Otan e à pressão internacional para que renuncie ao governo da Líbia. Ao mesmo tempo, a Otan tem sido criticada por estar indo além do mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que prevê que os civis devam ser protegidos, mas não proíbe grandes ataques. O Parlamento Pan Africano, corpo legislativo da União Africana, deve realizar na semana que vem uma reunião de emergência para discutir a ação da Otan, que considera uma "agressão militar".


