São Paulo- A reunião extraordinária da Otan, a aliança militar ocidental, realizada ontem em Bruxelas para tratar do conflito na Geórgia terminou com muita retórica contra a ação da Rússia, mas poucas medidas concretas, explicitando a divisão dos 26 países-membros entre a linha dura defendida por Washington e a contemporização pregada pelas potências européias, que querem preservar as relações com Moscou.
Em comunicado emitido após a reunião dos chanceleres, o secretário-geral da aliança, Jaap de Hoop Scheffer, disse que a relação com a Rússia não pode mais ser a mesma de antes até que o país cumpra o acordo de cessar-fogo mediado pela União Européia e se retire da Geórgia. ''O futuro das nossas relações dependerá de ações concretas da Rússia'', afirmou.
Scheffer disse que as reuniões do conselho de diálogo que a Rússia e a Otan mantêm estão suspensas nas ''circunstâncias atuais'', mas garantiu que não em caráter definitivo. Ele anunciou ainda uma comissão conjunta da Otan com a Geórgia para supervisionar a cooperação bilateral, mas sem que se definissem prazos ou iniciativas para acelerar o ingresso do país na aliança.
A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, que participou da reunião, disse que Washington não irá pressionar para acelerar o processo de adesão da Geórgia. Ela afirmou, porém, que os EUA não permitirão que a Rússia estabeleça uma ''nova linha'' na Europa, entre os países que integram a Otan e os demais.

mockup