France PresseSofrimentoDuas crianças albanesas chegam à Itália, fugindo da crise no seu país O chefe da missão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa na Albânia, Franz Vranitzky, anunciou ontem em Viena que a OSCE assegurava a ‘‘coordenação política’’ de todas as operações civis e militares no país. Durante uma coletiva, frisou que esta decisão era um ‘‘dos resultados essenciais’’ das entrevistas que acabava de manter em Atenas e em Roma.
Vranitzky participou ontem numa mesa-redonda em Atenas com o ministro grego das Relações Exteriores, Theodore Pangalos, o chefe da diplomacia holandesa, Hans van Mierlo, que ostenta atualmente a presidência do conselho de ministros da União Européia, e o ministro albanês Bashkim Fino.
Vranitzky lembrou que a operação internacional na Albânia tinha três objetivos: ajuda econômica e humanitária, que será assumida principalmente pela União Européia; democratização e preparação das eleições, que estarão a cargo da OSCE e ‘‘em menor grau’’ do Conselho da Europa, e uma força multinacional de proteção, que será dirigida pela Itália.
Esforço italiano A Itália se lançou em uma corrida contra o relógio para organizar, em menos de dez dias, a força multinacional de proteção encarregada da distribuição da ajuda humanitária na Albânia
O Conselho de Segurança das Nações Unidas indicou o dia 12 de abril como data-limite para apresentar os primeiros informes sobre ‘‘os parâmetros e as modalidades’’ da operação humanitária.
A Itália, que aparentemente vacilava depois do naufrágio de uma lancha albanesa lotada de refugiados que se chocou com uma corveta militar italiana, na qual morreram 4 pessoas e 83 desapareceram no mar Adriático, voltou a impulsionar a missão internacional, que pela primeira vez será dirigida por um oficial italiano.
O chefe de governo italiano, Romano Prodi, que esteve quarta-feira em Gjirokastra e em breve viajará a Valona, duas cidades rebeldes do Sul da Albânia, fez um apelo ‘‘a todas as forças políticas’’ para que apóiem de forma unitária a participação da Itália na força multinacional.
Todos os partidos políticos, com exceção do partido marxista Refundação Comunista e dos separatistas da Liga Norte manifestaram estar de acordo. Hoje, o Conselho de Ministros decidirá formalmente o envio de soldados italianos e o Parlamento sanciona a missão na próxima semana.
Fontes militares italianas em Roma informaram que cerca de seis mil soldados deverão desembarcar na Albânia antes do dia 12. A Itália pretende enviar entre 2.000 e 2.500 homens. Por enquanto, se exclui o envio de força ao sul da Albânia, considerada uma zona perigosa.

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