Ao concordar em dar refúgio a 20.000 kosovares nos Estados Unidos, a administração do presidente Bill Clinton assumiu um risco calculado baseado no fato de que as condições vão permitir que eles retornem rapidamente para casa. A grande questão, entretanto, é saber se esses refugiados estarão dispostos a voltar.
Segundo especialistas, para a administração Clinton é de suma importância que os kosovares não permaneçam nos EUA - uma decisão que eles podem tomar baseados na lei - para não representar uma vitória para a política de limpeza étnica que, segundo os aliados da Otan, o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, está praticando.
Isto, de acordo com os analistas, poderia estimular outros líderes a pressionar cidadãos considerados de etnias indesejáveis.
Inicialmente, a administração, desesperada para livrar a Macedônia de dezenas de milhares de refugiados, ofereceu a base americana de Guantánamo, Cuba, como refúgio temporário a 20.000 kosovares.
Na semana passada, o vice-presidente Al Gore anunciou uma alternativa de certa forma mais atrativa aos refugiados: 20.000 kosovares seriam recebidos nos EUA caso eles tivesse parentes que pudessem recebê-los.
Ontem, o porta-voz do Departamento de Estado, James Rubin, afirmou que a administração Clinton fará todo o possível para que os refugiados retornem a Kosovo depois do fim dos ataques da Otan. ‘‘Acreditamos que a maioria deles gostaria de retornar.’’

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