Os principais pontos de vista sobre a crise
Os principais pontos
de vista sobre a crise
Enquanto Kofi Annan se prepara para viajar ao Iraque, Bagdá anunciou estar diposto a fazer sérios esforços para garantir o sucesso de sua visita. Ao mesmo tempo Washington reforçou que está pronto para intervir militarmente no país se for necessário. Eis os diferentes pontos de vista sobre a crise, antes da viagem de Annan a Bagdá:
BAGDÁ: O principal interessado, o Iraque, anunciou ontem que estava disposto a fazer sérios esforços para garantir o sucesso da visita de Kofi Annan. Bagdá acolherá positivamente todas as propostas equilibradas, disse o chanceler Mohamed Said Al-Sahaf, enquanto o vice-primeiro-ministro iraquiano, Tarek Aziz, declarou que o secretário-geral das Nações Unidas deveria propor uma solução de compromisso.
ESTADOS UNIDOS: O presidente Bill Clinton disse que seu país está pronto para intervir militarmente no Iraque, caso seja necessário. Considerou, no entanto, que uma solução diplomática é de longe preferível, mas sob a condição de que se trate de uma solução que garanta um acesso completo e sem restrições a todos os locais iraquianos suscetíveis de manter armas de destruição maciça (químicas, bacteriológicas, nucleares, balísticas).
LONDRES: O secretário do Foreign Office, Robin Cook, anunciou na Câmara que o aparato militar de Saddam Hussein será duramente afetado se os esforços diplomáticos fracassarem e que se forem tomadas medidas militares contra seu regime.
PARIS: O ministro das Relações Exteriores, Hubert Vedrine, acredita possível uma mudança de atitude de Saddam Hussein. Vedrine lembrou que no passado este já mudou de posição na última hora, após ter rejeitado as inspeções da Comissão encarregada de controlar o desarmamento do Iraque (Unscom).
MOSCOU: O ministro russo das Relações Exteriores, Evgueni Primakov, considerou, por sua vez, que a visita de Kofi Annan a Bagdá suscita uma real possibilidade de encontrar uma solução diplomática para a crise no Iraque.
PEQUIM: Durante a visita do primeiro-ministro chinês, Li Peng, a Moscou, a China informou, em uma declaração conjunta com a Rússia, que não aceita uma solução militar para a crise iraquiana.
TEERÃ: O Irã, país vizinho do Iraque com o qual esteve em guerra, fez um novo apelo a Bagdá para que coopere com a Onu e estima que a aplicação das resoluções da Onu não precisa recorrer à força e se pode obter por meio da cooperação do Iraque com os inspetores da organização internacional.
ANCARA: A Turquia, outro país vizinho do Iraque, reiterou seu pessimismo em relação à possibilidade de uma solução diplomática para a crise.
CAIRO: O presidente egípcio, Hosni Mubarak, depois de ter recebido na véspera uma mensagem positiva do presidente Saddam Hussein disse que tinha muitas esperanças de que se encontre uma solução pacífica para a crise iraquiana.(AFP)





